18 de fev de 2010

A Bíblia Perdida na Casa do Senhor


Texto: “Então, disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor. Hilquias entregou o livro a Safã, e este o leu. Então, o escrivão Safã veio ter com o rei e lhe deu relatório, dizendo: Teus servos contaram o dinheiro que se achou na casa e o entregaram nas mãos dos que dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do Senhor. Relatou mais o escrivão Safã ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei” (2 Reis 22.8-10).

Introdução: Em 2 Reis 22.8-10, lemos o relato de algo que nunca poderia ter acontecido no meio do povo de Deus. A Escritura Sagrada havia sido desprezada e os governantes faziam o que lhes dava na cabeça, eram cegos. O comportamento do povo era como o procedimento dos seus líderes.


Uma Bíblia perdida na casa do Senhor tinha algumas implicações sérias na vida do povo.


1. Era sinal de que não estava sendo lida, e os princípios não estavam sendo cumpridos ou aplicados.
a. Toda vez que a Igreja ou uma pessoa deixa de lado as Sagradas Escrituras as consequências mais dolorosas acontecem.

b. Lutero encontrou a Bíblia abandonada numa Biblioteca.
A Bíblia, hoje, tem estado perdida na vida de muitas pessoas que a têm apenas como enfeite de estantes. Por isso vemos a tão baixa qualidade dos cristãos por causa do pequeno número de pessoas que a leem, estudam, e nela meditam.


c. Somente temos direção e luz para caminhar mediante os princípios estabelecidos pelo Pai em sua Palavra, veja Salmo 119.105: ”Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”.

2. Era sinal de que a verdadeira adoração havia dado lugar a outros deuses em lugar do Deus Vivo e Verdadeiro
a. Naquele tempo, quando o livro da Lei estava perdido na Casa do Senhor, em Jerusalém, o Culto ao Deus vivo tinha sido substituído pelo culto a Baal, Astarote, a rainha dos céus, Milcom-Moloque e tantos deuses da terra, isto é, se voltaram para idolatria, a feitiçaria.

b. Basta lermos o livro de Reis e vermos esta situação caótica. As pessoas sacrificavam seus filhos jogando criancinhas inocentes na boca de Moloque que era uma estátua de bronze, oca e cheia de fogo.

c. Havia pompa na liturgia do culto em Jerusalém: coral de levitas, tamboris, pandeiros, címbalos, etc., mas pouca leitura, ou melhor, nenhuma leitura, nenhum estudo, nenhuma meditação na Palavra de Deus, eram apenas rituais religiosos, vazios sem vida.
As grandes heresias do presente século, as formas litúrgicas, religiosas, e de formas até sensuais que vemos em nossos dias, o modo de se falar da Fé Cristã, dos Atributos do Deus Eterno; da exposição da Sã Doutrina são reflexos da maneira como as pessoas estão longe da "infalível regra de fé e prática" que é a Palavra de Deus. Vemos, também, que o Evangelho da Cruz foi substituído por um discurso de facilidades, sem conteúdo em nossas igrejas.
Qual foi a última vez que você ouviu uma pregação, um estudo sobre a volta de Jesus para buscar a sua igreja, ou um pregador anunciando que você precisa se arrepender dos seus pecados para não ser contado junto com aqueles que estão indo para o inferno?

3. A Recuperação da Palavra de Deus deu origem a um glorioso reavivamento.
a. Depois que Josias tomou conhecimento do que Deus determinava em Sua Palavra fez uma devassa enorme, uma verdadeira limpeza:
- Derribou os postes-ídolos, tirou fora as estátuas dos deuses de outros povos.
- Acabou com os prostitutos cultuais.
- Matou os falsos sacerdotes.
- Eliminou o espiritismo exercido por médiuns, adivinhadores e similares.
- E acima de tudo, restaurou e celebrou a Páscoa do Senhor o maravilhoso símbolo da aliança do Povo de Israel.

Conclusão: O que você tem colocado no lugar do “Deus vivo”? Onde está a sua Bíblia: numa prateleira ou no seu coração? Veja o que diz o Salmo 119.9-11: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”.

Texto adaptado de esboço do Rev. Antonio Coine

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