26 de novembro de 2021

A VIDA DE JACÓ


INTRODÇÃO. O nome Jacó significa suplantador, enganador, que vence enganando.

O nome de Jacó é mencionado 390 vezes em toda a Bíblia, sendo 366 no AT. E 24 no NT.

I. A HISTÓRIA DE JACÓ

Deus prometeu a Abraão que os seus filhos formariam uma grande nação e que lhes daria a terra prometida. Abraão morreu com 175 anos, sem ver ainda todas as promessas de Deus cumpridas, o primeiro filho de Abraão foi Ismael que era filho de Abraão com Hagar, a escrava egípcia de Sara. Por isso ele não era o filho prometido por Deus e vivia separado do irmão Isaque que nasceu de Sara. Isaque era o filho prometido por Deus a Abraão e a Sara. As promessas feitas a Abraão iriam ser cumpridas nos descendentes de Isaque.

A história de Isaque e Rebeca – relatada ´dos capítulos 24-27 de Gênesis.

Isaque tinha 40 anos quando se casou com Rebeca, a irmã de Labão. Passaram-se vinte anos sem que Rebeca pudesse engravidar. Isaque orou a Deus em favor de Rebeca. Deus ouviu as suas orações, e Rebeca ficou grávida de gêmeos.

O primeiro a nascer era muito peludo e deram-lhe o nome de Esaú. Ele tinha os privilégios atribuídos ao filho mais velho, tais como porção dobrada da herança paterna e o direito de exercer o sacerdócio sobre a família – que quer dizer: ser o líder espiritual da família depois da morte do pai. Porém Deus tinha prometido a Rebeca que os direitos seriam do mais novo. O segundo gêmeo nasceu agarrando o calcanhar de Esaú com uma das mãos, e deram-lhe o nome de Jacó. (que significa agarrado no calcanhar ou suplantador, ou enganador).

Esaú se tornou um homem do campo e excelente caçador, era mulherengo e desrespeitador das coisas de Deus. Jacó ao contrário morava em barraca, era sincero e maduro. Isaque amava mais Esaú, porque gostava de comer da carne dos animais que ele caçava. Rebeca, porém, amava Jacó.

https://pastoreliasribas.blogspot.com/2021/07/a-vida-de-jaco.html

1 de novembro de 2021

JACÓ, UM EXEMPLO DE UM CARÁTER RESTAURADO

 Gênesis 25.28 “E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó. 29- E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado. 30- E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou o seu nome Edom. 31- Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. 32- E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? 33- Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. 34- E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura.”

Gênesis 32.24-30 “Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia. 27- E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. 28- Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com DEUS e com os homens e prevaleceste. 30- E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a DEUS face a face, e a minha alma foi salva.”

INTRODUÇÃO

Estudemos nesta lição sobre Jacó, conhecido como enganador, mas escolhido por DEUS para dar continuidade à aliança abraâmica até que viesse o descendente que é CRISTO. De mau caráter a Israel, príncipe de DEUS. Quão importante é o encontro verdadeiro com DEUS! O verdadeiro caráter é forjado nas lutas do deserto.

Da família de Jacó vai nascer um descendente que é CRISTO, que vai pisar com o calcanhar a cabeça da serpente Satanás - JESUS CRISTO.

Gênesis 3.15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

Gênesis 3.15 - Strong Português - עקב Ìaqeb ou (fem.) עקבה Ìiqq ̂ebah

1) calcanhar, retaguarda, pegada, parte de trás, casco, retaguarda de uma tropa, passo

1a) calcanhar;

1b) marca de calcanhar, pegada;

1c) parte de trás, retaguarda.

I. QUEM ERA JACÓ

1. O filho mais novo de Isaque. Jacó, segundo filho de Isaque com Rebeca, nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão mais velho, Esaú, seu irmão gêmeo. Por isso seu nome “aquele que segura ao calcanhar”.

https://pastoreliasribas.blogspot.com/2021/07/jaco-um-exemplo-de-um...

8 de fevereiro de 2021

EGITO O PRIMEIRO IMPÉRIO MUNDIAL - CAPÍTULO I


 

EGITO O PRIMEIRO IMPÉRIO MUNDIAL - CAPÍTULO I

Famoso por suas pirâmides e pelo rio Nilo, o Egito foi a primeira potência mundial da história bíblica. Sob seu domínio foi formada a nação de Israel. Moisés, que escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, nasceu e foi educado no Egito. Será que a arqueologia e a História confirmam o que Moisés escreveu sobre aquela antiga nação? Analise alguns exemplos.


O Egito é mencionado na Bíblia, desde o primeiro livro do Gênesis ao último livro do Apocalipse. Moisés está destinado a desempenhar um papel importante na profecia bíblica. Com os recentes acontecimentos lá, é um bom momento para fazer uma pausa e estudar o Egito na história e profecia.


I. HISTÓRIA DO ANTIGO EGITO


 1. A formação da nação Egípcia. O Egito Antigo foi formado a partir da mistura de diversos povos, a população era dividida em vários clãs, que se organizavam em comunidades chamadas nomos. Estes funcionavam como se fossem pequenos Estados independentes.


Por volta de 3500 a.C., os nomos se uniram formando dois reinos: o Baixo Egito, ao Norte e o Alto Egito, ao Sul. Posteriormente, em 3200 a.C., os dois reinos foram unificados por Menés, rei do alto Egito, que tornou-se o primeiro faraó, criando a primeira dinastia que deu origem ao Estado egípcio.


Começava um longo período de esplendor da civilização egípcia, também conhecida como a era dos grandes faraós.


No topo da sociedade encontrava-se o Faraó e sua imensidão de parentes. O faraó era venerado como um verdadeiro deus, pois era considerado como o intermediário entre os seres humanos e as demais divindades. Por isso, era uma monarquia teocrática, ou seja, um governo baseado nas ideias religiosas.


2. O poderoso exército egípcio era invencível. Na conquista de Biblos, o sacerdote desesperado queima resina em um fogareiro, num ritual de magia, pedindo socorro aos deuses enquanto chora pelos mortos. Não funciona. O poderoso Exército egípcio parece invencível. Acaba de romper a machadadas as portas da fortaleza, o último baluarte de resistência de Biblos, a capital do reino de Amurru (no atual Líbano), aliado dos hititas.


A conquista de Biblos, em 1285 a.C., é um marco na história. Sob o comando de Ramsés II, o grande Filho e neto de generais, ele foi criado para vencer. Lutou contra hititas, núbios e assírios. Por suas mãos, o Egito se tornaria o maior império do mundo antigo. Poderoso e rico, o país se tornará uma potência militar, conquistará territórios dos hititas ao norte, dos assírios a leste e dos núbios ao sul, até atingir seu tamanho máximo. Trará escravos, novas matérias-primas e tecnologia. Será o apogeu econômico e cultural do Egito.


Filho e neto de guerreiros, Ramsés II assumiu o poder com 25 anos, em 1290 a.C., e lançou-se em um esforço militar inédito. Em sua primeira campanha militar, com apenas 10 anos, participou da retomada do litoral do Líbano ao lado do pai, Sethi I. Logo nos primeiros anos de governo, Ramsés II levantou uma rede de fortificações perto das fronteiras. Engolidas pelo tempo durante três milênios, essas cidadelas estão voltando à luz.


3. Capital azul-turquesa. Fruto dessa ambição foi a criação da nova capital do Egito, que ele batizou de Pi-Ramsés. “Um guerreiro deveria ficar próximo de seus exércitos, por isso Ramsés II mandou construir sua capital perto do delta do Nilo, quase na fronteira com a Palestina. Seu novo endereço passou a abrigar toda a corte egípcia e a nata de seus comandantes e generais. As outras capitais oficiais, Mênfis, Heliópolis e Tebas, continuaram exercendo o papel de centros políticos e religiosos”, diz a historiadora francesa Bernardette Menu.


Mas o que mais surpreendeu os arqueólogos foi a estrutura militar montada por seu governante. “Havia um sofisticado complexo industrial especializado na produção de armas e carros de guerra. Não sabemos ainda qual era o tamanho do Exército de Ramsés, mas agora temos certeza de que foi o maior da Antiguidade”, diz Brand. Artesãos, ferreiros, criadores de animais, todos eram empregados dessa indústria bélica. “Eles faziam carros de batalha, lanças de cobre, espadas e dardos. É possível que também fabricassem barcos.”


II. O CATIVEIRO PROFETIZADO


Na sequência de nosso estudo vejamos que foi profetizada a escravidão de Israel “Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos.” (Gn 15.13).


Após preparar a cerimônia da aliança, o texto bíblico diz que ao pôr do sol Abraão caiu num sono profundo (Gn 15.12). Então mais uma vez Deus falou com Abraão; dessa vez dando detalhes acerca do futuro de sua descendência. Deus avisou Abraão que sua descendência haveria de ser peregrina em terra alheia; bem como seria reduzida à escravidão, afligida por quatrocentos anos (Gn 15.13; cf. Êx 12.40).


Então Deus explicou a Abraão que somente na quarta geração sua descendência voltaria àquela terra. O motivo disto era que a iniquidade dos amorreus ainda não havia alcançado um determinado nível (Gn 15.16). Os amorreus eram os povos de Canaã. Esta passagem explica claramente que o ataque posterior dos israelitas contra os cananeus não foi sem fundamento.


Moisés esqueceu algumas vezes de Seu Deus, enquanto recebia a educação no Egito? (Hb 11.14-16). Porque não? (Êx 2.7-9). O que supôs ele, após matar o egípcio? (At 7.25). Foi esta hora determinada por Deus? Quem ensinou a Moisés os 40 anos de peregrinação no deserto? (At 7.25; Êx 3.11).


1. A descendência do povo de Israel. Os filhos de Israel, ou israelitas, foram os descendentes do Jacó, cujo nome foi trocado ao Israel depois que lutou com o anjo (cf. Gn 32.24-30). A família do Jacó se transladou ao Egito por convite do José, um dos filhos do Jacó, que chegou a ser um grande governador de Faraó.


O Livro de Gênesis 47.27-28, relata que Jaco foi viver com sua família na terra de Gosen: “E viveu Israel na terra de Gosen, no Egito, tomando posse da terra e trabalhando-a, começando a prosperar e multiplicando-se muito. 28 Jacob viveu ainda 17 anos depois que veio para o Egito. Ao todo foram 147 os anos da sua vida.


Israel cresceu até chegar a ser uma grande nação. Mas, como estrangeiros e recém-chegados, suas vidas estavam em marcado contraste com as dos egípcios. Os hebreus adoravam a um Deus invisível; os egípcios adoravam muitos deuses. Os hebreus eram nômades; os egípcios tinham uma cultura profundamente estabelecida. Os hebreus eram pastores; os egípcios eram construtores. Além de ser tão diferentes, os hebreus estavam fisicamente separados do resto dos egípcios: viviam no Gosén, ao norte dos grandes centros egípcios.


2. Após a morte de Faraó I. “Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós.” (Êx 1.8-9).


Transcorreram aproximadamente trezentos anos desde a morte de José. Os setenta hebreus que se haviam radicado no fértil crescente do rio Nilo multiplicaram-se em centenas de milhares. Mas o povo israelita, outrora objeto do favor de Faraó, é agora escravo temido e odiado do rei egípcio.


O período após a morte de José trouxe uma mudança completa nas condições dos israelitas. De protegidos dos governantes semitas hicsos, tornaram-se os temidos escravos de uma nova dinastia de reis egípcios nativos. Oprimidos por seus senhores egípcios, os israelitas alcançaram um estado de absoluto desamparo e desespero, quando Deus, fiel a Sua aliança, redimiu-os com grande poder.


No versículo 16 está escrito: “E disse: Quando ajudardes no parto as hebreias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então, viva.”


Uma antiga tradição diz que o Faraó sonhou com uma balança com todo o Egito de um lado e um cordeiro do outro o qual pesava mais que o Egito. Os magos interpretavam esse sonho dizendo que logo nasceria um menino entre os Hebreus que destruiria todo o Egito.


O livro de Êxodo traz a continuidade da geração de José (filho de Jacó), momento em que seus filhos prosperaram e eram numerosos, e viviam num tempo cujo Faraó não conheceu José, e dessa forma, não tinha consideração pelos israelitas, chegando a ordenar às parteiras que matassem todos os meninos que nascessem para que os hebreus não prosperassem (Elas temiam ao Senhor e não cumpriram o que fora ordenado, justificando que as hebreias eram fortes e tinham seus próprios filhos). Neste tempo, a própria mãe de Moisés o escondeu num cesto e o colocou no rio (pouco depois de seu nascimento), próximo ao momento que a filha do faraó costumava banhar-se, e com a ajuda da irmã do menino, a filha do faraó teve compaixão e o criou, como egípcio.


3. Moisés mata um egípcio e foge para Midiã. Aos 40 anos Moisés mata um egípcio que estava torturando um hebreu, Moisés é expulso do reino de faraó e foge para o deserto. Aí começa a sua história (Êx 2.11-12).


Moisés havia sido criado pela filha de faraó e foi educado com toda ciência egípcia e sabedoria, foi educado como um guerreiro dentro do palácio, e foi preparado para ser um príncipe. Sua experiência era vasta, mas não servia para nada no deserto.


O fato de viver os conhecimentos do povo egípcio o favoreceram na forma de lidar com o faraó no momento da libertação de seu povo; a fuga para Midiã e seu casamento com Zípora, a qual lhe deu dois filhos: Gérson e Eliézer, o fixou 40 anos numa região desértica desenvolvendo nela habilidades para enfrentar desafios futuros aparentemente difíceis de vencer. Moisés pode ser apontado como o grande legislador do povo hebreu, um gênio militar, um grande líder; sem dúvida um dos maiores da história mundial. Ao observar o comportamento de Moisés quando Deus o convocava para liderar alguma situação difícil ou impossível aos olhos humanos, Moisés hesitava, mas depois obedecia; pois ele entendia a supremacia divina de Deus.


Moisés no deserto sem saber que era o propósito de Deus para lhe transformar em um grande líder, o homem que iria liderar a saída dos hebreus e conduzir quase dois milhões de pessoas no deserto.


Anos mais tarde, casado, morando em Mídia, trabalhava no campo quando o Senhor falou a Moisés por meio de uma sarça ardente. No diálogo entre eles, o Senhor encoraja a Moisés que retorne ao Egito, pois já havia morrido quem o queria matar; além de dar sinais a Moisés (com o cajado que se transformava em cobra, e a mão ora leprosa ora curada) que seria com ele. O motivo maior desse chamado seria a compaixão de Deus, ao ouvir o clamor do povo escravizado e se lembrar da aliança feita com Abraão, e seus descendentes Isaque e Jacó.


4. As dez pragas no Egito. Como narra a Bíblia, o Faraó Ramsés, cético e de coração endurecido, não escuta os apelos de Moisés para que liberte os hebreus da escravidão, deixando-os partir em busca da terra de Canaã. Deus resolve então punir toda a terra do Egito, enviando as dez terríveis pragas que assolariam sem piedade a natureza, os homens e os animais: rio de sangue, invasão de rãs, infestação de mosquitos, de moscas, peste dos animais, tumores, chuvas de pedra, nuvens de gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos foram as catástrofes que assolaram o país do rio Nilo. Depois que se concretizou a última das calamidades, o Faraó finalmente se rende e deixa o povo de Israel partir. Curiosamente, esses flagelos não prejudicaram em quase nada os hebreus, como se pode ler em uma das passagens bíblicas: “No dia seguinte, fez Deus o que tinha dito; e todos os animais dos egípcios morreram, mas não morreu nenhum dos animais dos israelitas” (Êx 9.6). Os infortúnios atingiram principalmente os egípcios, e não só os egípcios poderosos, como também os camponeses humildes, mesmo aqueles que moravam em aldeias distantes, longe dos monumentos e pirâmides.


Depois da última das dez pragas do Egito, aconteceu grande emoção nas terras egípcias e com muita insistência, o povo de Israel enfim conseguiu ser libertado por Faraó. A Bíblia afirma que o rei Faraó ainda se arrependeu da decisão e perseguiu o povo hebreu com seu exército, para capturá-lo de novo e impedir a chegada na terra prometida de Canaã. Sem sucesso na tentativa de capturar o povo Israelita, por que primeiro uma coluna de fogo separava os egípcios dos israelitas e depois todos seus soldados morreram afogados no Mar Vermelho.


A Bíblia diz que Deus abriu o Mar Vermelho para o povo de Israel passar e quando todos já estavam salvos do outro lado, Deus fechou o mar e assim todos os soldados de Faraó morreram.


A saída do Egito é o marco inicial e constitutivo do antigo Israel como povo da aliança. A libertação do Egito é o fundamento da fé desse povo, porque por ela experimentou e passou a conhecer Deus como libertador e forte aliado frente a todas as formas de opressão. A libertação foi narrada como maravilhosa, evidenciando que o Deus que liberta é o mesmo que domina toda a criação.


III. A QUEDA DO IMPÉRIO EGIPCIO


Êxodo, o segundo livro da Bíblia, começa com os israelitas no Egito e descreve sua opressão sob o regime egípcio, sua libertação por Moisés e sua partida para voltar a Canaã, a Terra Prometida. Contudo, Deus lembra a hospitalidade inicial dos egípcios mostraram para com os israelitas e diz: “Você não deve aborrecer o egípcio, pois você era um estrangeiro em sua terra” (Dt 23.7).


Uma vez que Israel entrou na Terra Prometida, os faraós ainda ordenaram invasões ocasionais lá, porque os egípcios consideravam Canaã parte da zona de influência do Egito.


De acordo com o Discovery Channel, na sua série “Egito Revelado”, Ramsés I que também ficou conhecido como o “grande”, morreu aos seus 90 anos de idade. Isso significa que ele escapou da morte na “Travessia do Mar Vermelho” e voltou sozinho para casa, pois nenhum soldado egípcio sobreviveu no mar como descreve a Bíblia.


Com a morte de centenas de soldados no Mar Vermelho, a destruição da agricultura, pecuária e a morte dos primogênitos pelas pragas, o Egito entrou em caos econômico e sem exército, ou seja, a economia do Império Egito ficou toda destruída, e assim os outros países se fortaleceram grandemente.


Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diversos povos. Em 670 a.C., os assírios conquistaram o Egito, dominando-o por oito anos. Após liberta-se dos assírios, o Egito começou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural conhecida com renascença saíta. Essa fase recebeu esse nome porque a recuperação egípcia foi impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. A prosperidade, porém, durou pouco. Em 525 a.C., os persas conquistaram o Egito. Quase dois séculos depois vieram os macedônicos, comandados por Alexandre Magno, e derrotaram os persas. Finalmente, retirando Cleópata do trono de faraó, o Egito foi dominado pelos romanos, que governaram por 600 anos, até a conquista Árabe.


Pr. Elias Ribas


Assembleia de Deus


Blumenau - SC

27 de abril de 2020

Jesus, líder por excelência


Estudaremos sobre o tema Jesus, líder por excelência. Liderar é levar as pessoas a agir com esforço e dedicação para atingir os objetivos desejados. A Palavra de DEUS está repleta de exemplos, isto porque, DEUS, no decorrer do tempo, sempre escolheu homens para dirigir Sua história. Cada um com sua personalidade.
Ler: MATEUS 11:29
Homens comuns, das classes laboriosas, sem qualquer treinamento profissional. Eram impulsivos, temperamentais, que se ofendiam facilmente. Leia: Atos 4:13. Muitos falharam, porém, aprenderam com seus fracassos e arrependeram-se, puderam realizar a missão de forma mais viva e poderosa – ex. apóstolo Pedro.

O principal exemplo que destacamos, como não podia deixar de ser, é nosso Senhor JESUS CRISTO. No texto em referência ELE diz: “aprendei de mim”. JESUS é:

1. O Líder por excelência, é o referencial, é o espelho para todos nós. É e será o maior Líder que a história já conheceu, ele mudou o curso da história. Existem dois períodos: a.C e d.C.
2. O Líder perfeito. Leia: Hebreus 7:28.
3. O Líder que nunca Se preocupou em ser o primeiro, em ser servido, mas em ser aquele que está disposto a servir. Leia: Marcos 10:42-44. Nosso Líder JESUS, preocupou-Se com as pessoas, em como atender suas necessidades. Ex. João 13:4,5,13-15.
4. O Líder que mesmo possuindo todo poder no Céu e na terra (Mateus 28:18), não foi um exercício de poder. JESUS poderia ter abusado do poder, porém, não o fez. Em cada situação de conflito entre Seus discípulos na qual poderia tirar proveito próprio, ELE estava pronto a passar ensinamento para o grupo. Leia: Mateus 26:52,53.
5. O Líder que centrava Sua liderança no indivíduo. Cada pessoa que O procurava recebia uma palavra pessoal de carinho e atenção. Ex. Nicodemos – João 3:1-15; O moço rico – Marcos 10:17-22; O leproso – Marcos 1:40-45.
6. Lucas 22:24-26 – JESUS aproveita esta oportunidade e mostra aos Seus discípulos que Sua liderança não era autoritária. Os discípulos lutavam entre si para ver quem era o maior deles. Como isso é comum hoje, em todos os poderes, infelizmente até no meio eclesiástico!
JESUS poderia fazer prevalecer naquele instante a Sua autoridade mandando-os calar, mas não o fez. Ele teve controle da situação, sem entretanto, Se exceder para o autoritarismo.
Mas, dirá alguém, Ele é DEUS! Não podemos aplicar tudo isso a nós, humanos.
Novamente precisamos voltar ao nosso texto em referência, às palavras de JESUS “aprendei de mim”. JESUS não nos pede coisas fáceis, mas também não nos pede nada impossível.
DEUS nos chama para pastorear a Sua Igreja, a qual ELE comprou com o Seu sangue. Nesta Igreja temos ovelhas enfermas, fracas, problemáticas. Tanto estas, como as “sadias” precisam do nosso exemplo. Os discípulos aprenderam a lição e eram homens como nós, sujeitos às mesmas fraquezas que nos assediam. Leia: I Pedro 5:1-4.
Igreja do Senhor JESUS CRISTO! Ovelhas do Senhor! Orem por seus líderes. Olhem para eles e os vejam como homens chamados por DEUS. Respeite-os! Ajude-os. Tratem-nos como líderes. Homens que deixam a prioridade de suas famílias para cuidar do rebanho como um todo.

Damos graças a DEUS pela liderança da igreja. Pelo potencial dos líderes em exercício e pelos que podem assumir essas funções.
Louvado seja Deus!

Alípio Cândido de Lima

23 de março de 2020

Direitos e deveres de um apóstolo

Será que eu não sou um homem livre? Por acaso não sou um apóstolo? Será que eu não vi Jesus, o nosso Senhor? Por acaso vocês não são o resultado do trabalho que faço para o Senhor? Mesmo que outros não me aceitem como apóstolo, vocês me aceitam! Vocês mesmos, pelo fato de estarem unidos com o Senhor, são a prova de que sou um apóstolo. Quando as pessoas me criticam, eu me defendo, dizendo assim: Será que eu não tenho o direito de receber comida e bebida pelo meu trabalho? Será que nas minhas viagens eu não tenho o direito de levar comigo uma esposa cristã, como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor Jesus e também Pedro? Ou será que Barnabé e eu somos os únicos que temos de trabalhar para nos sustentar? Quem já ouviu falar de algum soldado que pagou as suas próprias despesas no exército? Ou qual é o fazendeiro que não come das uvas da sua própria plantação? Ou qual é o pastor que não toma do leite do seu gado? Não pensem que eu me apoio somente nesses exemplos da vida diária, pois a lei diz a mesma coisa. Na Lei de Moisés está escrito assim: “Não amarre a boca do boi quando ele estiver pisando o trigo.” Por acaso Deus está interessado nos bois?  Ou foi a nosso respeito que ele disse isso? É claro que isso está escrito em nosso favor! Tanto a pessoa que planta como a que colhe fazem o seu trabalho na esperança de receber a sua parte da colheita. Se temos semeado entre vocês a semente espiritual, será demais se recebermos de vocês alguma recompensa material?  Se outros têm o direito de esperar isso de vocês, será que nós não temos muito mais direito do que eles?
No entanto, nós não temos usado esse direito. Pelo contrário, temos aguentado tudo para não atrapalhar o evangelho de Cristo. Certamente vocês sabem que os que trabalham no Templo é do Templo que recebem os seus alimentos. E sabem também que os que oferecem sacrifícios no altar recebem uma parte da carne dos animais que são sacrificados ali. Assim o Senhor mandou também que aqueles que anunciam o evangelho vivam do trabalho de anunciar o evangelho. Mas eu não tenho usado nenhum desses direitos, nem estou escrevendo isso agora para exigir esses direitos para mim mesmo. Eu preferiria morrer a fazer isso! E ninguém vai me tirar o orgulho que eu tenho de agir assim!  Eu não tenho o direito de ficar orgulhoso por anunciar o evangelho. Afinal de contas, fazer isso é minha obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho! Por isso, se eu faço o meu trabalho por minha própria vontade, então posso esperar algum pagamento. Porém, se faço como um dever, é porque é um trabalho que Deus me deu para fazer. Nesse caso, qual é o pagamento que recebo? É a satisfação de anunciar o evangelho sem cobrar nada e sem exigir os direitos que tenho como pregador do evangelho.
Sou um homem livre; não sou escravo de ninguém. Mas eu me fiz escravo de todos a fim de ganhar para Cristo o maior número possível de pessoas. Quando trabalho entre os judeus, vivo como judeu a fim de ganhá-los para Cristo. Não estou debaixo da Lei de Moisés; mas, quando trabalho entre os judeus, vivo como se estivesse debaixo dessa Lei para ganhar os judeus para Cristo. Assim também, quando estou entre os não judeus, vivo fora da Lei de Moisés a fim de ganhar os não judeus para Cristo. Isso não quer dizer que eu não obedeço à lei de Deus, pois estou, de fato, debaixo da lei de Cristo. Quando estou entre os fracos na fé, eu me torno fraco também a fim de ganhá-los para Cristo. Assim eu me torno tudo para todos a fim de poder, de qualquer maneira possível, salvar alguns.   Faço tudo isso por causa do evangelho a fim de tomar parte nas suas bênçãos. Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio. Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre. Por isso corro direto para a linha final.
Também sou como um lutador de boxe que não perde nenhum golpe. Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.

1 Coríntios 9

18 de janeiro de 2020

Prepare o Caminho do Senhor!

Pastor

DANIEL FRANKLIN BARBOSA

 “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai benignamente
a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua milícia é acabada, que a sua
iniquidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do
Senhor, por todos os seus pecados. Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso
Deus. Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será
abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se
aplainará. E a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne
juntamente a verá, pois a boca do Senhor o disse. Uma voz diz:
Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e
toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor,

soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-
se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste

eternamente. Tu, ó Sião, que anuncias boas novas, sobe a um monte
alto. Tu, ó Jerusalém, que anuncias boas novas, levanta a tua voz
fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui
está o vosso Deus. Eis que o Senhor Deus virá com poder e seu braço
dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário
diante da sua face. Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os
seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as
que amamentam guiará suavemente.” (Isaías 40:1-11)
INTRODUÇÃO
Isaías é muitas vezes considerado o maior dos profetas que deixaram
documentos escritos, seu nome significa “o Senhor Salva”. Ele viveu
no mesmo período de Amós, Oséias e de Miqueias. Deu inicio seu
ministério 740 a.C.
Isaías é um livro que desvenda as plenas dimensões do juízo e da
salvação divina. Deus é “o Santo de Israel” que deverá castigar seu
povo rebelde, mas posteriormente o remirá.

Neste capitulo trata-se de trazer seu povo de volta para sua pátria,
tirando o exilio, ou seja, da opressão tanto espiritual como também
politica.
Baseado em Isaías 40
Decreto do Senhor para que o povo saiba que o Senhor, nosso Deus,
não Se esqueceu dos Seus filhos e que mantém o pacto vivo com
aqueles que não quebram a aliança.
Assim diz o Senhor:
1. Como prometo, Eu cumpro. Não minto nem me confundo no
destino dos Meus filhos. Os que andam em retidão sabem que Meu
favor os assistiu e que não lhes faltou nada. Faço pacto de proteção!
Cobrirei a vida dos que não negam o Meu Nome nem colocam em
suspeita a Minha palavra. Como falei, assim farei!
2. Como quem toma um filho pela mão direita e o guia em
segurança, assim estarei fazendo com você, que tem buscado a
Minha face e não tem negado o Meu Nome. Tenho visto seus olhos
embotados e sua voz trêmula. Contemplo a sua dor com dor e, por
isso, Eu, o Senhor, sustentarei você nos Meus braços e farei você
forte nos dias de angústia. Confia, tão somente confia!
3. O dia da angústia passou. Sim! Aqueles que Me conhecem não
estão em angústia. Os tempos difíceis ficaram para trás. Tirem os
olhos do homem mau e daqueles que promovem a injustiça. Serei
com o Meu servo. Sim! Serei com esta Nação. Sim! Serei com o Meu
povo. Estou fazendo uma obra! Todos estão vendo. Mas continuarei
mudando o destino desta Nação. Esta Nação é Minha. Este território
é Meu. E cuidarei do Meu povo, e através dele, e através dos Meus
ungidos, estabelecerei coisas novas.
4. O gemido do Meu povo chegou à Minha presença. Limparei as
nações como vassoura de ouriço para que saibam que Eu estou no
controle, e o dia do homem mau chegou. Meu Nome será exaltado

em toda a Terra, pois estou mudando tempos, épocas e estações
para que vejam que Eu controlo todas as coisas.
5. Trarei tranquilidade territorial na sua casa, no seu trabalho, nos
seus negócios, em todo lugar em que Meu Nome é conclamando.
Sim! Eu trarei tranquilidade territorial. E ainda que muitos não
estejam vendo, Minha prosperidade já chegou a muitos e Minha
restauração já se manifestou a outros. Sim! Tranquilidade territorial
para que vivam dias de paz.
6. Olhem para Mim! Olhem para Mim, diz o Senhor! Por que ficam
perplexos com as ações do homem? Eu farei coisas novas! Eu
mudarei desertos em fontes de vida! Se Eu agir, quem impedirá
(Isaías 43:13)? Meu braço sustenta tudo e Minha destra não deixará
cair um sequer dos Meus escolhidos.
7. O Meu novo caminho está aberto, como prometi aos Meus filhos:
Caminho seguro, caminho sólido, caminho de ESPERANÇA. Ninguém
ficará de fora da Minha promessa. Todos verão Meus livramentos, se
alegarão na Minha presença e entoarão um cântico. Os lábios
proclamarão a verdade e os olhos contemplarão o Meu poder.
8. A palavra de ordem para os Meus filhos é: Preparem Meu
caminho, endireitem as Minhas veredas. Eu estarei neste tempo
inaugurando milagres e fazendo com que a minha Glória seja visível
no meio dos fiéis. Preparem-se! Vocês verão o que nunca viram,
desfrutarão do Meu poder para que os milagres sejam celebrados e
esse território se torne lugar santo.
9. Eu, o Senhor, darei estabilidade financeira. Sim! Levantarei neste
tempo homens que não são gananciosos nem avareza se encontra no
seu coração, para que experimentem do Meu sobrenatural e vivam a
vida abundante que lhes prometi. Não minto na Minha Palavra e
tenho prazer em realizá-la na vida do Meu justo.
10. Levarei a Igreja ao arrependimento. Sim! Chorem na Minha
presença. Chorem por vocês e seus descendentes. Clamem pela sua Nação e pelo povo que aqui habita. Pois uma nuvem de
arrependimento virá e muitos que estavam em letargia serão
avivados. Pelo Meu Espírito o falei e pela Minha Palavra o
confirmarei.
11. Devolverei Meus filhos ao propósito e saberão que Eu, o Senhor,
não mudo. Farei uma obra de convencimento. Sim! Pelo Meu Espírito
o farei. Não na força do braço do homem, mas pelo Meu poder.
Todos verão que escreverei, através dos Meus filhos, uma história
nova e os farei atalaias territoriais. E, voltarão com alegria ao Meu
propósito.
12. Colheita do extraordinário! Aos que velaram por Minha promessa
e não se esqueceram dos Meus decretos, esses verão o Meu povo
vivendo dias diferentes e a Salvação sendo manifestada em meio à
Minha Casa. Corram no Meu propósito e vigiem na Minha chamada,
pois não haverá limites para a colheita nem restrição para o aumento
do Meu Reino.


Está oficializado! Prepare o Caminho do Senhor!
Feliz 2020! O Ano do Extraordinário, o Ano da Excelência para os
que preparam o caminho do Senhor .

 

9 de janeiro de 2020

Qual o Significado de Apóstolo? O Que é Um Apóstolo na Bíblia?




Apóstolo é uma pessoa que foi comissionada, isto é, enviada por alguém. A palavra “apóstolo” traduz o grego apostolos, que significa “mensageiro” ou “enviado”. O grego apostolos deriva do verbo apostellein, que significa “enviar”, “remeter”, ou num sentido mais específico, “enviar com propósito particular”.
No uso teológico, o termo grego apostolos muitas vezes é utilizado para designar mensageiros, mas com ênfase em quem o enviou. Sob esse aspecto, o apóstolo representa aquele que o envia, e é investido de autoridade para tal. Dessa forma ele representa a personalidade e a influência de seu mandatário. À parte do uso cristão, esse termo também é empregado no contexto náutico.

O significado de apóstolo na Bíblia

Septuaginta utiliza o grego apostolos para traduzir o hebraico shalah e seus termos derivados. Já no Novo Testamento, esse mesmo termo grego aparece mais de oitenta vezes, principalmente nos escritos de Lucas e Paulo.
Isso significa que a palavra apóstolo é aplicada em diferentes contextos e propósitos. De forma geral, pode-se dizer que ela é utilizada tanto num sentido mais amplo como num sentido mais estrito. A palavra “apóstolo” também é aplicada ao próprio Senhor Jesus. O objetivo é indicar que Ele é o enviado por Deus como Salvador de seu povo (Hebreus 3:1-6). Cristo foi enviado para testemunhar do Pai, para fazer as suas obras e a sua vontade, e revelá-lo ao mundo (cf. João 3:34; 5:37-47; 6:38; 7:28,29; 8:42).

O significado mais amplo da palavra apóstolo

No sentido mais amplo, o termo apóstolo simplesmente preserva o significado primário de “enviado” ou “mensageiro”. Por exemplo: nesse sentido a palavra apóstolo indica certas pessoas que foram designadas a representar, de alguma forma, a causa de Cristo. É assim que Barnabé, Silas, Apolo, Timóteo, Epafrodito, Andrônico e Júnias, por exemplo, são chamados de “apóstolos”.
Nesses casos, tais pessoas são denominadas como apóstolos porque elas eram comissionadas e enviadas pela Igreja para desempenhar alguma tarefa na obra de Deus. Muitas vezes essa tarefa era servir literalmente de mensageiros ou representantes da liderança Cristã.
Embora essas pessoas pudessem exercer diferentes ofícios no ministério, elas não exerciam especificamente o ofício de apóstolo. Elas não receberam a autoridade delegada pessoalmente do próprio Cristo, e nem cumpriam os requisitos para ocupar o lugar de apóstolo. Portanto, em todos esses casos o significado da palavra apóstolo indica simplesmente alguém que é comissionado e enviado. Em outras palavras, nesses casos o termo “apóstolo” está designando uma função e não uma posição.

O significado estrito da palavra apóstolo

O sentido mais estrito da palavra “apóstolo” transmite principalmente a ideia de posição. Nesse sentido, essa palavra refere-se exclusivamente ao grupo dos Doze e a Paulo. Estes homens receberam do próprio Cristo a responsabilidade de lançar os fundamentos de sua Igreja. Saiba também quem foram os doze discípulos de Jesus.
Nesse sentido, o apostolado é um ofício instituído por Cristo que teve papel essencial nos primeiros anos da Igreja Cristã. Os apóstolos foram divinamente comissionados e receberam a autoridade necessária para a realização de sua missão. A Bíblia inclusive destaca os requisitos para esse apostolado.
Um apóstolo deveria ter sido testemunha ocular de todo o ministério terreno de Cristo e de sua ressurreição; ter sido instruído diretamente por Ele, ter sido investido de autoridade e poder especial para realizar milagres, prodígios e sinais que testemunhavam a legitimidade do Evangelho que estava sendo anunciado; e ter recebido a comissão para exercer o apostolado diretamente da parte de Deus (cf. Atos 1:15-26; 1 Coríntios 9:1,2; 15:7,8; 2 Coríntios 12:12; Gálatas 1).
O papel singular dos apóstolos dentro da História da Igreja pode ser percebido na referência acerca da Nova Jerusalém no livro do Apocalipse, onde é dito que a cidade santa possui em seus fundamentos os nomes dos apóstolos (Apocalipse 21:14).
Isso significa que eles foram escolhidos pelo próprio Cristo para anunciar e lançar o fundamento sobre o qual Cristo edifica a sua Igreja (Efésios 2:20; Apocalipse 18:20). Por esse motivo eles aparecem encabeçando a lista das dádivas de Cristo para a Igreja (Efésios 4:11).

Existem apóstolos na atualidade?

A Bíblia ensina o sacerdócio-real de todos os crentes verdadeiros, e que através da obra redentora de Cristo, eles possuem livre acesso ao trono da graça (cf. Hebreus 4:16). Isso significa eles são comissionados a proclamar as obras daquele que os chamou das trevas para a luz (1 Pedro 2:9). Para tanto, eles são capacitados com dons da parte do Espírito e devem usar esses dons para a edificação da Igreja como um todo (1 Coríntios 12:1-11).
Então sob esse aspecto, como mediadores de Cristo e responsáveis por anunciar o Evangelho, todo cristão é um mensageiro enviado para proclamar as boas novas da salvação e representar a causa de Cristo diante do mundo. Como a palavra “mensageiro” traduz o termo apóstolo, então neste sentido, e apenas neste, sim, existem apóstolos hoje. Esses apóstolos são todos os cristãos verdadeiros.
Por outro lado, apóstolos que exercem o ministério e o ofício apostólico sob os quais repousam a liderança da Igreja de Cristo na terra, não mais existem. Definitivamente Paulo de Tarso foi o último deles.
Embora Paulo não tenha pertencido ao grupo original dos Doze, ele também foi comissionado pelo próprio Cristo ressurreto, visto que o encontro pessoal com Cristo era a qualificação elementar para o apostolado (1 Coríntios 9:1; 15:8). Mas em nenhum momento ele tentou se incluir nesse grupo. Ao contrário disto, ele próprio admitiu ser um abortivo, isto é, um escolhido fora do tempo (1 Coríntios 15:8). Então isso significa que não é possível que existam apóstolos na atualidade nesse sentido mais estrito da palavra.
Se Paulo diz ter sido o último dos apóstolos, e alguém hoje advoga ser um apóstolo legítimo, então alguém está mentindo, ou Paulo, ou o apóstolo moderno. Particularmente prefiro acreditar em Paulo.
Além disso, como já foi dito, o apostolado tinha um propósito fundamental. Isso significa que seu papel serviu apenas ao período de fundação da Igreja Cristã. Essa verdade exclui completamente a possibilidade de haver apóstolos modernos. Para que houvesse um apóstolo legitimo hoje, a Igreja Cristã precisaria ter sido um fracasso, e uma nova Igreja precisaria ser estabelecida, para que esses novos apóstolos pudessem lançar novamente o fundamento dessa Igreja.
É verdade que alguns círculos do cristianismo defendem a contemporaneidade dos apóstolos, ou pelo menos a transmissão de sua autoridade e função. Algumas pessoas até alegam que a autoridade desses apóstolos está relacionada aos seus dons carismáticos.
Porém esse tipo de pensamento não possui qualquer fundamentação bíblica. Até mesmo os legítimos apóstolos não tinham autoridade em si mesmos. Toda autoridade que possuíam derivava inteiramente daquele que os enviou (cf. Mateus 10:1-40; João 20:21; Romanos 1:1; 2 Coríntios 10:13).
Como já foi dito, o apostolado foi um ofício de alicerce, e a própria existência da Igreja hoje, proclamando o Evangelho e esperando o retorno do Senhor, prova que não há mais a necessidades de apóstolos além dos originais. O ofício apostólico nunca precisou de uma suposta renovação, pois o testemunho dos apóstolos genuinamente comissionados por Cristo, permanece vivo até hoje. Esse testemunho não se gastou, e está preservado de maneira acessível nas páginas do Novo Testamento.

30 de novembro de 2019

O EXÍLIO DE DAVI


Pr. Elias Ribas:

O EXÍLIO DE DAVI



TEXTO ÁUREO
“Então, Davi se retirou dali e se escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai e desceram ali para ele. E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” (1º Sm 22.1,2)
VERDADE PRÁTICA
Dos muitos conflitos que vivenciamos aprendemos lições preciosas para a nossa vida espiritual e formação de nosso caráter, segundo o modelo Cristo.
LEITURA BÍBLICA
1 Samuel 22.1-5
1 - Então, Davi se retirou dali e se escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai e desceram ali para ele. 2 - E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. 3 - E foi-se Davi dali a Mispa dos moabitas e disse ao rei dos moabitas: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que saiba o que Deus há de fazer de mim. 4 - E trouxe-os perante o rei dos moabitas, e ficaram com ele todos os dias que Davi esteve no lugar forte. 5 - Porém o profeta Gade disse a Davi: Não fiques naquele lugar forte; vai e entra na terra de Judá. Então, Davi foi e veio para o bosque de Herete.
INTRODUÇÃO.
- Nesta lição estudaremos as grandes lições que podemos extrair da vida de Davi quando este estava na caverna de Adulão; veremos as características dos homens que ajudaram este monarca de Israel; pontuaremos o que podemos aprender com a liderança de Davi; e por fim, analisaremos as qualidades do filho de Jessé como líder no exílio.
- Nem sempre as vivências marcadas por situações traumáticas podem ser vistas como negativas. Por vezes, elas servem para tirar as cascas das aparências, a infantilidade, o esquecimento de nós mesmos, a fim de levar-nos à essência real da vida. O exílio fala de expatriação forçada ou livre, isolamento social, solidão. A conotação nem sempre é pejorativa, pois, nas Escrituras Sagradas, o exílio recebeu conotações positivas e negativas.
- O exílio pode ser o lugar onde nosso caráter será testado, onde nossa própria identidade será descoberta, onde nossa lucidez mental e espiritual terá a sua aurora (Pv 4.18). A caverna de Adulão não será apenas o exílio de Davi, mas, sim, o lugar que moldará o seu caráter, preparando-o para uma missão maior: a liderança de Israel.
I. LIÇÕES DA CAVERNA DE ADULÃO
- Quatro capítulos foram dedicados ao período da vida de Davi em que ele foge da perseguição de Saul (1º Sm 21-24). Davi se exilou na caverna de Adulão na planície de Judá, em torno de 26 quilômetros a sudoeste de Jerusalém para preservar sua vida. O termo exílio vem do latim “exilium” e significa: “banimento; degredo; desterro; deportação; ermo; expatriação; isolamento do convívio social; ostracismo; proscrição; solidão” (HOUAISS, 2001. p. 1284). É o estado de estar longe da própria casa (seja cidade ou nação) e pode ser definido como a expatriação voluntária ou forçada de um indivíduo.
1. A caverna foi um lugar de refúgio.
- Na caverna de Adulão Davi se refugiou: “Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão...” (1º Sm 22.1a). Davi recorreu à caverna de Adulão que em hebraico significa: “refúgio, abrigo, esconderijo” para se proteger das constantes perseguições, ameaças e afrontas de Saul que procurava a todo custo destruir sua vida e a sua família. A caverna de Adulão foi um lugar de tratamento na vida de Davi e não podemos esquecer que as cavernas, assim como os vales e desertos da vida não são permanentes e sim temporários. Portanto, por mais pedregosos que sejam os vales, por mais extensos que seja os desertos, e por mais sombrios que seja as cavernas, são apenas lugares de passagens, não são e jamais serão o estado definitivo de nossas vidas, mas sim momentos de aprendizados, amadurecimento e crescimento (Hb 11.38). Na caverna Davi procurou refúgio e segurança (Sl 46.1), na caverna ele se escondeu dos inimigos (Sl 91.1). Os Salmos 57 e 142 foram compostos por Davi enquanto ele esteve escondido na caverna de Adulão.
2. A caverna foi um lugar de reconciliação.
- Na caverna de Adulão toda sua família juntou-se a Davi no exílio: “Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim” (1º Sm 22.3b). A família toda de Davi juntou-se a ele na caverna, o que significa que seus irmãos desertaram do exército de Saul e tornaram-se fugitivos com o Davi. Na caverna de Adulão aconteceram três coisas com Davi e sua família:
(a) Ele se reencontrou com sua família.
(b) Se reconciliou com sua família.
(c) Ele cuidou de sua família (1º Sm 22.1).

- Depois, Davi tratou de levar seus familiares para Moabe e acampou na fortaleza conhecida como Massada (1º Sm 22.4). Davi honrou o pai e a mãe e procurou protegê-los, de modo que pediu ao rei de Moabe que lhes desse abrigo até o final do exílio. Os moabitas eram descendentes de Ló (Gn 19.30-38) e nos dias de Moisés os moabitas não eram um povo muito estimado pelos israelitas (Dt 23.3-6), mas Rute, bisavó de Davi, era de Moabe (Rt 4.18-22), o que pode ter ajudado Davi a conseguir o apoio e abrigo para sua família (1º Sm 22.4). Também é possível que Davi estivesse contando com a inimizade entre Moabe e Saul (1º Sm 14.47).
- Os cristãos, como soldados reunidos por Cristo, devem lutar com os mesmos objetivos, não tendo cada um sua própria prioridade, mas a de Cristo (Fp 2.4,21). Se esse for o espírito, Deus dará o sucesso e o crescimento da obra.
3. O simbolismo da caverna de Adulão.
- Foi ali que os dons de Davi como líder foram postos em prática. Ele treinou e preparou 400 homens para lutar no dia a dia, e não demorou para que esse número subisse a 600. Isto quer dizer que todos quantos vinham ter com ele não eram rejeitados. Davi é o modelo de líder que recebe homens angustiados pela vida, para torná-los capazes para o serviço.
- A grande lição de Davi para esses homens é que os que desejassem reinar com ele deveriam aprender a sofrer com ele, visando sempre o Reino de Deus. No simbolismo espiritual, podemos comparar Davi a Cristo. Nosso Senhor se dirigiu aos miseráveis, aos cansados, aos oprimidos, aos amargurados, aos publicanos e aos pecadores, e todos foram transformados pelo seu poder e passaram a fazer parte do seu reino (Mt 11.28,29; Lc 15.1; Mt 22.9,10). Assim, quem deseja reinar com Cristo precisa também sofrer com Ele (2ª Tm 2.12).
4. A caverna foi um lugar de reconhecimento.
- Na caverna de Adulão foi onde a família completa de Davi o reconheceu como rei. Davi, que no passado nem havia sido valorizado por sua família agora é procurado por ela: “… quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele” (1º Sm 22.1). Antes ele tentava provar sua capacidade, mas não era reconhecido (1º Sm 17.28-30). Na caverna, Davi formou um grande exército e passou a ser respeitado, não somente pelo povo, mas também por sua família que o havia desprezado (Sl 27.10).
5. A caverna foi um lugar de restauração.
- Davi é o modelo de líder que recebe homens angustiados pela vida, para torná-los capazes para o serviço: “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito...” (1º Sm 22.2). Na liderança de Davi homens desprezados se tornaram em um exército de valentes vencedores, oficiais, ministros e governadores o famoso grupo conhecido como os “valentes de Davi”: “São estes os principais valentes de Davi, que o apoiaram valorosamente no seu reino...” (1º Cr 11.10-12). Na caverna os desamparados foram acolhidos; os enfraquecidos foram fortalecidos e encorajados; e os desanimados foram animados. A grande lição de Davi para esses homens é que os que desejassem reinar com ele deveriam aprender a sofrer com ele. Podemos comparar Davi a Cristo que se dirigiu aos miseráveis, aos cansados, aos oprimidos, aos amargurados, aos Publicanos e aos pecadores, e todos foram transformados pelo seu poder e passaram a fazer parte do seu reino (Mt 11.28,29; Lc 15.1; Mt 22.9,10).
II. CARACTERÍSTICAS DOS HOMENS DA CAVERNA DE ADULÃO
- Davi enfrentou altos e baixos em sua vida e nessa ocasião, liderou um exército. Vejamos as características desses homens:
1. Homens que estavam em “aperto”.
- O primeiro grupo, segundo o texto, era formado por homens que “se achavam em aperto” (1º Sm 22.2a). Essa expressão se refere a pessoas perseguidas, assim como Davi. Ou seja, homens que estavam sob pressão e em dificuldade. O conceito de “aperto” aqui é o de pessoas oprimidas ou perseguidas. Essas pessoas certamente se identificaram com Davi por causa do “aperto” que ele também sofria. Eram homens que precisavam de ajuda, e que não tinham muito a oferecer.
2. Homens que estavam “endividados”.
- O segundo grupo era formado por homens endividados. Talvez aqui a referência seja a homens que tinham se tornado escravos por causa de enormes dívidas. Assim, a expressão “homens endividados” é sinônima de “homens escravizados” (1º Sm 22.2b). O termo hebraico usado neste texto é “nashah” que significa “tomar dinheiro emprestado a juros, ter vários credores” Ou seja, eram pessoas que não tinham condições de pagar suas dívidas.
3. Homens de “espírito amargurados”.
- O terceiro grupo era formado por homens “amargurados de espírito” (1º Sm 22.2-c). No original hebraico, o termo é “maar néphesh” e significa: “estar com a alma atormentada”. Na verdade, estes homens eram desqualificados e despreparados. Mesmo assim, não foram rejeitados por Davi: “…se fez chefe deles” (1º Sm 22.2). E foi com estes homens que Davi enfrentou e venceu grandes batalhas (1º Sm 23.1-5; 27.8-12; 30.7-21). Aqueles homens estavam sendo preparados para se tornarem o exército dos valentes de Davi. Como líder, Davi trabalhou na vida daqueles homens sem esperança, modificando as suas vidas, encorajando-os e dando-lhes uma nova perspectiva de vida.
4. Homens que eram “valentes”.
- Na caverna só ficaram aqueles que realmente eram valentes e fiéis (2º Sm 23.8; 1º Cr 11.10). Davi ficou com quatrocentos excelentes guerreiros, número que posteriormente subiu para seiscentos (1º Sm 22.2; 23.13; 25.13; 27.2; 30.9), e destes valentes trinta eram maiorais, e destes, destacam-se três:

4.1. O primeiro comandante da guarda se chamava Josebe-Bassebete comandante da guarda do exército de Davi era muito experiente com sua lança e em uma determinada guerra matou oitocentos homens com essa arma (2º Sm 23.8).

4.2. O segundo comandante da guarda se chamava Eleazar que era mestre no manuseio da espada. Em uma determinada guerra contra os filisteus e não se cansava e lutou tanto que teve uma espécie de câimbra na mão, a ponto de mesmo cansado, não conseguiu largar a espada (2º Sm 23.9,10).

4.3. O terceiro comandante da guarda se chamava Sama que era mestre em estratégia de guerra (2º Sm 23.11,12). Esses três homens eram tão leais ao rei Davi que arriscaram suas vidas em favor do rei. Ao ponto que Davi ansiou por um pouco de água do poço em Belém e estes três fiéis e valentes passaram pelas linhas inimigas a fim de buscá-la para seu líder (2º Sm 23.13-17).
III. DAVI E O AMOR COM OS PAIS
1. Protegendo seus pais.
- Davi não é conhecido apenas como um grande líder, mas também como um bom filho. Ele teve todo um cuidado especial para com os seus pais. Foi até Moabe, porque sabia que eles precisavam de um lugar seguro para habitar e, desse modo, estava se afastando dos territórios de Saul. Há um propósito especial em Davi procurar Moabe. Diversos escritores afirmam que isso se deve aos laços familiares através de Rute, que era a avó moabita de Jessé, pai de Davi.
- A inclusão de Mispa deve-se ao fato de ser esta a cidade real de Moabe; sua citação está restrita aqui e o seu significado é “torre de vigília”; deixando seus pais em segurança, uma expressão grandiosa sai dos lábios de Davi: “Até que saiba o que Deus há de fazer de mim”. Davi ama a Deus, tinha grande amor e carinho pelo seus pais, e não se descuidava de seus companheiros de luta.
- Os filhos, principalmente durante a velhice dos pais, devem honrá-los em tudo, a despeito das lutas e crises que estiverem enfrentando (Sl 127.3). Davi não chegou ao trono apenas porque sabia cuidar dos outros, nem porque era um bom guerreiro, mas, também, porque era um bom filho.
2. A recompensa bíblica para os filhos obedientes.
- Desde o Antigo Testamento, a ênfase é que Deus abençoa sempre os filhos obedientes, pois é o primeiro mandamento com promessa (Êx 20.12; Dt 5.16). Esse ensino foi ministrado por Paulo (Ef 6.2,3).   Nosso Senhor manifestou-se contra os filhos que não cuidavam dos seus pais (Mt 15.5-7). Tais filhos simulada e mentirosamente dedicavam a Deus todos os seus bens, para não honrarem nem sustentarem os seus pais, quebrando, assim, o mandamento.
- Os filhos devem aprender a serem gratos aos seus pais em tudo, dando-lhes honra, dignidade e cuidados materiais. Isso é mandamento de Deus!
IV. MORRENDO POR DAVI
1. A inconsistência de Saul.
- Saul não teve nenhuma caverna para forjar sua vida, não lidou com situações conflitantes, tinha apenas aparência de líder, mas não era um homem segundo o coração de Deus. Os homens que estavam com Saul, ainda que não vivessem as mesmas condições dos que estavam com Davi, não se sentiam tranquilos, pois ele suspeitava da lealdade de todos, inclusive a de seu filho.
- Saul orgulhava-se de ter dado honras à tribo de Benjamin, presentes e posições na liderança; algo que Davi, filho de Jessé, jamais faria. Saul não sabia que lealdade não se compra com presentes, dinheiro, mas nasce naturalmente pela sinceridade, verdade e caráter de um líder genuíno. Só os líderes inseguros fazem cobranças exageradas, dão presentes em troca de lealdade, se inquietam com os que podem” representar risco” à sua posição.
- Quando os líderes são verdadeiramente chamados por Deus é maravilhoso que as pessoas os honrem e os considerem como homens de Deus. O escritor aos hebreus fala da necessidade de se considerar os líderes (Hb 13.7).
2. O preço de proteger Davi.
- Saul convocou Aimeleque e seus sacerdotes para que se apresentassem em Gibeá. Não houve da parte de Aimeleque reação nervosa; ele se declara limpo, pois tinha consciência de que apenas ajudara Davi por tê-lo em grande consideração e por saber que era um soldado da confiança de Saul, aliás, da família real, genro do rei. Apesar dessa declaração sincera, Saul considerou-a um ato de traição, pois Aimeleque havia ajudado Davi, não informando ao rei os seus movimentos. Assim, ele e seus companheiros deveriam morrer.
- Houve uma recusa dos soldados em atacar os sacerdotes, os ungidos de Deus. Foi alguém de fora, um edomita chamado Doegue, que cometeu esse crime brutal. Observe o disparate de Saul: Deus ordenou que ele matasse os amalequitas e não o fez; mas agora extermina prontamente a família de sacerdotes, sem piedade alguma. Apenas um filho de Aimeleque, Abiatar, sobreviveu, salvou o éfode santo e foi ter com Davi (1º Sm 23.6). A amizade entre Davi e Abiatar foi duradoura, ao longo de todo o seu reinado (1º Rs 2.26,27), pois a família de Abiatar morreu para proteger Davi.
3. A sina de Doegue.
- Alguns estudiosos acreditam que o Salmo 52 foi pronunciado por Davi predizendo o destino de Doegue. Davi inicia o salmo mostrando que o ímpio ama a malícia e despreza a bondade de Deus. O caráter do ímpio é descrito pelo salmista assim:
a) Sua língua intenta o mal (Pv 10.31).
b) Traça enganos (Jó 15.35).
c) Despreza o bem e ama o mal (Jr 9.4-5).
d) Não é reto no seu falar.
- Tudo indica que o destinatário do salmista Davi é uma pessoa prepotente, arrogante; sua língua era usada como arma para revelar o que estava dentro do seu coração perverso. Por vezes, o ímpio se mostra perante as pessoas deste mundo com o espírito de grandeza, soberba; busca sempre ser reconhecido e se apresenta como poderoso; suas obras são perversas.
- O salmista deixa claro que Deus punirá esse ímpio arrogante. Note que isso será feito de modo poderoso e pode ser visto pela presença dos seguintes verbos bíblicos: destruir, arrancar, arrebatar, desarraigar. O ímpio pecador será varrido da face da terra.
V. LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM A LIDERANÇA DE DAVI
- O verdadeiro líder é aquele que é chamado por Deus. Nenhum líder do povo de Deus terá êxito, se não for escolhido por Ele. O segredo do sucesso de um líder depende, principalmente, de sua chamada. E Davi foi escolhido pelo próprio Deus (1º Sm 16.1-13; 2º Sm 12.7). Muitas lições podemos aprender com a liderança de Davi. Vejamos algumas:
1. Davi depositou sua confiança em Deus. Apesar de contar com aqueles homens para a batalha, Davi sempre depositou a sua confiança em Deus. Antes de sair à peleja, ele costumava consultar ao Senhor (1º Sm 23.2; 30.8; 2º Sm 2.1). Pois, ele sabia muito bem que a vitória não dependia de seus homens, e sim, do seu Deus (Salmos 55, 57 e 59).
2. Davi não descartou seus liderados. Liderar não é uma tarefa fácil, principalmente quando se trata de liderar pessoas que estejam em “aperto, endividados e desgostosos”, como aqueles homens liderados por Davi (1º Sm 22.2). Na caverna os desamparados foram acolhidos; os enfraquecidos foram fortalecidos e encorajados; e os desanimados foram animados. Na liderança de Davi homens fracassados se tornaram em um exército de valentes e vencedores.
3. Davi ensinou seus liderados. Davi sempre aproveitava as oportunidades para ensinar seus homens (1º Sm 24.7,8; 26.8-10). Enquanto Saul contava com um poderoso exército de homens bem treinados e alimentados, Davi dispunha apenas de um pequeno grupo de homens desqualificados. Mas, o grande e bem preparado exército de Saul não pôde impedir que ele fosse derrotado e morto (1º Sm 31.1-13); enquanto que, aqueles fracos homens de Davi, puderam vê-lo sendo constituído rei de todo o Israel (2º Sm 5.1-12). Nos vários estágios da vida de Davi, ele demonstrou sabedoria; quer seja quando estava cuidando das ovelhas de seu pai (1º Sm 17.15,20); quer seja quando estava no palácio, à serviço do rei (1 º Sm 18.5,14); quer seja quando estava fugindo da presença de Saul (1º Sm caps. 24,26): “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10; Pv 9.10).
4. Davi foi humilde. Humildade significa: “ausência de orgulho e de soberba” e ser humilde é o mesmo que “ser simples”, “modesto”. É uma das principais características de um líder. Davi era um homem humilde e nunca se autoproclamou rei de Israel, nem revelou a ninguém que iria substituir a Saul, mesmo depois de haver sido ungido como rei (1º Sm 16.1-13).
5. Davi foi motivador. Uma das principais características de um líder é a capacidade de motivar seus liderados, principalmente diante dos desafios e das dificuldades. Davi soube motivar, não só os seus liderados (1º Sm 22.23; 23.1-5) como também seu próprio líder, Saul (1º Sm 17.32).
6. Davi foi paciente. Davi soube passar pelos muitos estágios em sua vida (Sl 40.1-5), pois foi pastor de ovelhas (1º Sm 16.11); músico do rei (1º Sm 16.23); pajem de armas (1º Sm 16.21); capitão do exército de Israel (1º Sm 18.13,30; 2ºSm 5.2a); líder de um exército de quatrocentos homens (1º Sm 22.1,2); e, depois, de seiscentos homens (1º Sm 30.9). Na verdade, estes estágios em sua vida foi um período de preparação para que ele se tornasse, finalmente, rei de todo o Israel (2º Sm 5.1-5).
CONCLUSÃO. Se não foi fácil para Davi liderar sobre aqueles fracos homens, também não foi fácil para eles serem liderados por Davi, pois, naquela ocasião, ele não tinha nada a lhes oferecer. Não tinha emprego, salário, posses, e nem despojos par repartir com eles. No entanto, eles se submeteram à liderança de Davi, mesmo que, aparentemente, nada pudessem receber em troca. Tivessem eles rejeitado à liderança de Davi, não teriam tido o privilégio de tempos depois, servirem ao rei de Israel. Por isso, aprendemos, não só com Davi, mas também, com sua equipe de liderados a sermos obedientes e submissos a Deus e aos nossos líderes.
FONTE DE PESQUISA
1.       BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL, R.C. CPAD.
2.       BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Revista e Corrigida, S.B. do Brasil.
3.       BÍBLIA PENTECOSTAL, Trad. João F. de Almeida, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
4.       BÍBLIA SHEDD, Trad. João F. de Almeida RA.
5.       CLAUDIONOR CORRÊADE ANDRA, Dicionário Teológico, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
6.       HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. SP: OBJETIVA, 2001.
7.       JOSEFO, Flávio (Trad. Vicente Pedroso). História dos Hebreus. RJ: CPAD, 2007.
8.       STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1997.
9.       WIERSBE Warner W. Comentário Bíblico Claro e Conciso AT – Históricos. SP: GEOGRÁFICA, 2010.